Vice-presidente da FIEP assume Diretoria de Relações com o Mercado da ABIGRAF Nacional e destaca o papel estratégico das entidades representativas no fortalecimento da indústria brasileira
Na última quinta-feira, 25 de junho, foi realizada, nas dependências da FIESP, em São Paulo, a cerimônia de posse da nova Diretoria da ABIGRAF Nacional para o triênio 2026–2029. Na ocasião, o vice-presidente do Sistema FIEP e presidente do SIGEP Paraná, Marcos Dybas, assumiu oficialmente a função de Diretor de Relações com o Mercado, passando a integrar a Diretoria Executiva da entidade presidida por Julião Flaves Gaúna.
Mais do que representar um novo desafio profissional, a posse reforça uma reflexão considerada essencial por Dybas para o futuro da indústria brasileira: a importância das entidades representativas na construção de um ambiente mais competitivo, inovador e sustentável para as empresas.
Segundo ele, o Brasil atravessa um período de profundas transformações, impulsionadas pela aceleração tecnológica, pela inteligência artificial, pela digitalização, pela automação industrial, pelas novas exigências ambientais e pela crescente globalização dos mercados.
“Nenhuma empresa consegue enfrentar sozinha todos os desafios impostos pelo cenário atual. Por isso, cresce a importância de instituições capazes de representar, integrar, antecipar tendências, promover inovação e construir soluções coletivas”, afirma.
O papel estratégico das entidades empresariais
Para Marcos Dybas, as entidades empresariais exercem uma função fundamental no desenvolvimento econômico e industrial do país. Elas atuam como elo entre empresas, universidades, centros de pesquisa, fornecedores, clientes, governos e sociedade, promovendo diálogo, qualificação profissional, inovação e fortalecimento da competitividade.
Mais do que representar interesses setoriais, essas instituições contribuem diretamente para a construção de um ambiente favorável ao desenvolvimento nacional.
A indústria gráfica, setor no qual Dybas atua há décadas, exemplifica essa realidade. Apesar de ser reconhecida pela constante evolução tecnológica, sua principal força continua sendo o empreendedorismo presente nas empresas que compõem o setor.
Atualmente, cerca de 94% das empresas gráficas brasileiras são classificadas como micro, pequenas e médias empresas. Muitas delas são negócios familiares, construídos ao longo de gerações, que investem continuamente em inovação, formação profissional, geração de empregos e desenvolvimento regional.
Fortalecer pequenas e médias empresas é fortalecer o Brasil
Na avaliação do novo diretor da ABIGRAF Nacional, o fortalecimento das pequenas e médias indústrias representa um dos principais caminhos para ampliar a competitividade da economia brasileira.
“Quando fortalecemos pequenas e médias empresas, fortalecemos cadeias produtivas inteiras, fornecedores, inovação, empregos qualificados e economias regionais”, destaca.
Para ele, o desenvolvimento econômico do país passa necessariamente pela valorização das empresas que constituem a base da estrutura produtiva nacional.
No entanto, Dybas ressalta que essa missão exige cooperação e integração institucional. Segundo ele, a atuação conjunta entre associações, sindicatos, federações, Sistema S, universidades, centros de inovação e poder público deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade estratégica.
Integração entre entidades amplia resultados
Essa visão, segundo o dirigente, pode ser observada na relação complementar entre a ABIGRAF Nacional, a ABIGRAF Paraná e o SIGEP Paraná.
Enquanto a ABIGRAF Nacional atua na representação institucional e na construção das grandes agendas estratégicas do setor gráfico brasileiro, o SIGEP Paraná mantém proximidade com a realidade cotidiana das empresas, transformando diretrizes nacionais em ações concretas junto aos empresários.
“Quando as instituições trabalham de forma integrada, as demandas da base chegam mais rapidamente às decisões nacionais, e as estratégias nacionais retornam aos estados em forma de conhecimento, capacitação, inovação e oportunidades”, explica.
O Paraná inicia este novo ciclo com participação expressiva na entidade nacional. Além da presença de Marcos Dybas na Diretoria Executiva, o estado também será representado por Abílio de Oliveira Santana, integrante da Diretoria Plenária da ABIGRAF Nacional.
Uma representação mais próxima das empresas
Ao assumir a nova função, Marcos Dybas reforça que a representação empresarial só faz sentido quando gera benefícios concretos para quem empreende.
“Representação empresarial significa reduzir distâncias, aproximar conhecimento das empresas, incentivar produtividade, preparar pessoas e criar oportunidades de crescimento”, afirma.
Ao longo de sua trajetória como empresário, presidente do SIGEP Paraná, vice-presidente do Sistema FIEP e, agora, integrante da Diretoria Executiva da ABIGRAF Nacional, Dybas diz ter consolidado uma convicção: o principal patrimônio da indústria brasileira não está apenas em suas máquinas ou instalações, mas na capacidade de suas instituições trabalharem de forma colaborativa.
Sua proposta para o novo mandato é fortalecer uma representação mais próxima das empresas, especialmente das pequenas e médias indústrias, que considera a espinha dorsal da economia brasileira.
“Precisamos de uma representação que ouça antes de propor, que integre antes de dividir e que construa antes de reivindicar. A competitividade não nasce apenas dentro das empresas, mas também da qualidade das instituições que as representam”, conclui.
Para Marcos Dybas, a cerimônia de posse da nova diretoria da ABIGRAF Nacional simboliza mais do que o início de uma nova gestão. Representa a renovação de um compromisso coletivo para tornar a indústria brasileira cada vez mais inovadora, produtiva, sustentável e competitiva.
“Quando fortalecemos nossas instituições, fortalecemos nossas empresas. Quando fortalecemos nossas empresas, fortalecemos a economia. E, quando fortalecemos a economia, ajudamos a construir um Brasil mais próspero, mais competitivo e com mais oportunidades para todos.”
